Crédito para estudar: qual a oferta em 2019?

Já pensou em regressar aos estudos, no entanto não tem possibilidade de comportar os custos associados a esta atividade? Seja para uma licenciatura, um mestrado ou outro tipo de formação, existe uma ampla oferta de crédito para estudar em diversas instituições financeiras.

Neste artigo damos a conhecer a oferta de crédito pessoal com finalidade para ensino em Portugal, em 2019, de forma a facilitar a sua escolha e realizar o seu sonho de voltar à universidade.

Quais as vantagens de um crédito para estudar?

O crédito para estudar tem uma panóplia de benefícios que vale a pena conhecer. Desde logo, destaca-se o facto de apresentar taxas de juro mais competitivas comparativamente com as do crédito ao consumo tradicional, o que torna o custo total do empréstimo (MTIC) mais baixo, permitindo ao consumidor pagar uma prestação mensal mais reduzida.

Consoante a oferta de cada instituição financeira, é possível ter acesso a um período de carência de capital, ou seja, pode optar por pagar mensalidades mais reduzidas durante um determinado período de tempo durante o qual apenas pagará os juros. No entanto, escolher um período de carência implica que, após esses meses, o consumidor terá de pagar uma mensalidade significamente mais elevada.

Outras entidades bancárias permitem que o crédito para estudar apenas comece a ser amortizado após o término no curso, permitindo aos estudantes uma maior flexibilidade financeira durante os estudos.

Para além disso, este tipo de financiamento abrange prazos de pagamento bastante flexíveis, normalmente até 10 anos. Também os montantes do crédito para estudar são para todas as necessidades dos consumidores, variando entre os mil euros e os 75 mil euros, conforme a instituição financeira.

O que é necessário para solicitar este tipo de empréstimo?

Para que o cliente possa ver o seu crédito para estudar aprovado, deve cumprir um conjunto de requisitos exigidos pelos bancos, nomeadamente:

  • Ser maior de idade;
  • Apresentar uma declaração de inscrição num Instituto Politécnico ou Universidade, podendo ser em Portugal ou no estrangeiro;
  • Não ter o seu nome na Lista Negra do Banco de Portugal.

Quais as soluções de crédito para estudar que existem?

Vejamos o exemplo do Filipe, um engenheiro informático com um rendimento mensal líquido de 1.200 euros, que pretende tirar um mestrado em Gestão para conseguir a posição desejada numa consultora de IT.

Ele irá necessitar de 15 mil euros para o pagamento do curso, que custa 7 mil euros, e para conseguir cobrir outras despesas, nomeadamente alojamento e material escolar.

Neste sentido, o Filipe optou por comparar as soluções do mercado de crédito para estudar, definindo o prazo de pagamento nos 60 meses. Percebeu, no entanto, que não são muitas as instituições financeiras que oferecem este tipo de financiamento.

ofertas de crédito para formação

Analisámos quatro instituições financeiras que oferecem crédito para estudar e que permitem realizar simulação online nos seus sites.

De entre as ofertas apresentadas destaca-se a Caixa Geral de Depósitos com o produto Crediformação que, para além de ser a opção com uma mensalidade mais baixa e custo total de crédito mais reduzido, proporciona carência de capital durante a frequência do curso e até um ano após a sua conclusão.

A opção Ensino do banco Crédito Agrícola apresenta uma TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) bastante competitiva e proporciona um montante de financiamento até 50 mil euros em Portugal e para Erasmus e até 60 mil euros no estrangeiro.

Quanto ao crédito Formação da Cofidis, apesar de apresentar uma TAEG um pouco mais elevada do que as opções anteriores, é isento de comissão de abertura e não tem penalização por amortização antecipada.

Por último, a oferta do Santander, Crédito Formação, é a menos competitiva com uma TAEG de 11%, no entanto oferece a possibilidade de carência de capital até quatro anos.

Nesta análise às diversas soluções é importante que se atente não só à taxa de juro, mas também às flexibilidades concedidas por cada instituição no que toca, por exemplo, a bonificações do spread, de forma a reduzir-se ao máximo o custo final do crédito.

Para além disso, os estudantes devem também procurar pela existência de outras opções disponíveis, nomeadamente bolsas concedidas pelo Estado ou por instituições privadas.

Fonte: jornaleconomico.sapo.pt/noticias/credito-para-estudar-qual-a-oferta-em-2019-487824

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Author: PLE

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